A chata representação do Estado

Mas nessa noite esteve presente na Moda Lisboa, uma solenidade em que o estado a que isto chegou deveria fazer representar-se. Por se tratar de uma rara manifestação cultural a que já antes tinha aderido a memória do senhor Bocage e a sensata senilidade do senhor José Vilhena. Cautelosamente nenhum convite tinha sido dirigido ao senhor Saramago, evitando qualquer embaraço que o seu evangelho ainda pudesse causar aos descendentes políticos do senhor Sousa Lara.
Depois Chissano é um dirigente africano, negro e careca, a fazer a sua última viagem de circum-navegação, antes de abandonar o cargo por força de uma constituição que, agora, os países de África também usam. Com um discurso de comunista convertido à doutrina do senhor Luís Delgado, com a foice e o martelo na lapela e uma fotografia do Papa a espreitar-lhe do bolso do casaco. Desinteressante! Nada que pudesse comparar-se com as raparigas que percorrem a passerelle, de pernas ao léu, maminhas provocantemente arrebitadas, o olhar fatal de quem mata. As sensaboronas obrigações do estadista às vezes também têm contrapartidas!
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