9 de junho de 2004

É a glória, estúpido

O Porto segue, orgulhoso, de vitória em vitória e de glória em glória. Primeiro é o clube de futebol mais representativo da Invicta. Com um plantel reduzido e barato e com um treinador a receber pouco mais do que o salário mínimo vence, em dois anos, dois campeonatos, a taça Uefa e a Liga dos Campeões. O que foi ganho, para além disto, omite-se propositadamente, a título de contrapeso.

Agora o Porto assume-se como o campeão das falências, torneio cada vez mais disputado face à dificuldade também cada vez maior em arranjar participantes. Começa a ser difícil, no distrito, encontrar empresas que possam ser sacrificadas. Mais do que minado o campo vai ficando deserto. Em 2003 foram contabilizadas 601 falências no distrito, mais 126 do que no ano anterior, o que representa um crescimento da ordem dos 27 por cento. Aquele número garante à região a liderança nacional, isolada, com uma quota de 25 por cento. Uma glória!

A que há que somar outra: a do desemprego. Mais de 111 mil desempregados inscritos nos centros de emprego em 30 de Abril passado, representando uma taxa de 13 por cento e, também gloriosamente, um crescimento de mais de 2 por cento em relação ao ano anterior. Para que não haja concorrência o distrito comanda também isolado, situando-se a média que aí se regista muito acima da média nacional. Estes factos garantem que o futuro é já hoje. Os nossos filhos, desgraçadamente, não têm que esperar.

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