16 de setembro de 2010

Finanças


Segundo um jornal de referência o Estado português está a endividar-se ao ritmo de 2,5 milhões de euros por hora. Bem mais rápido do que, apesar de tudo, os avançados do Arsenal de Londres violaram as redes do Sporting de Braga no primeiro jogo da Liga dos Campeões. E ainda muito mais rápido do que vem crescendo o salário mínimo e sendo aumentado o ordenado dos professores e dos contínuos.

Por uma vez o país segue na vanguarda da Europa, aquela manta de 27 retalhos que, por mais que se puxe, não consegue cobrir os ombros de ninguém e muito menos a cratera que, diligentemente, o ministro das Finanças vem cavando, enquanto emprega assessores e compra automóveis que não envergonhem um aristrocata falido. Ou insolvente, para seguir a terminologia dominante desta impagável república do Jardim e das bananas.

Mas, para o sucesso nas finanças, não é preciso ser-se ministro duas vezes, como o senhor Teixeira dos Santos. Ainda na primeira metade do século passado o incontornável António Salazar o conseguiu, tendo apenas em consideração os mais básicos princípios da economia doméstica e o parecer de uma sensata governanta que, sem ganhar como assessora e sem beneficiar de grandes mordomias ou de carro de serviço, dava pelo nome de Maria de Jesus. E, que se saiba, isso não teve nada a ver com o vocação que o Botas sempre teve para o governo autoritário ou ditatorial.

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