Finanças

Por uma vez o país segue na vanguarda da Europa, aquela manta de 27 retalhos que, por mais que se puxe, não consegue cobrir os ombros de ninguém e muito menos a cratera que, diligentemente, o ministro das Finanças vem cavando, enquanto emprega assessores e compra automóveis que não envergonhem um aristrocata falido. Ou insolvente, para seguir a terminologia dominante desta impagável república do Jardim e das bananas.
Mas, para o sucesso nas finanças, não é preciso ser-se ministro duas vezes, como o senhor Teixeira dos Santos. Ainda na primeira metade do século passado o incontornável António Salazar o conseguiu, tendo apenas em consideração os mais básicos princípios da economia doméstica e o parecer de uma sensata governanta que, sem ganhar como assessora e sem beneficiar de grandes mordomias ou de carro de serviço, dava pelo nome de Maria de Jesus. E, que se saiba, isso não teve nada a ver com o vocação que o Botas sempre teve para o governo autoritário ou ditatorial.
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