29 de setembro de 2010

O regime

O regime mentiu, falhou, não presta. O primeiro ministro, cuja idoneidade a opinião pública, até hoje, não atestou, veio dizê-lo, rodeado dos seus acólitos. É preciso mudar de regime, é preciso mudar de classe política. É preciso descobrir gente honesta que se empenhe em não se governar à custa de quem mais precisa. O regime virou uma ditadura violenta, de natureza económica. Que ultrapassa a do Doutor Salazar quanto à ditadura e se fica muito aquém da honestidade e competência deste quanto à economia.

O governo não anunciou medidas. Apenas manifestou a liberalização do roubo e o seu duplo sentido. Reduzir os rendimentos das pessoas e aumentar-lhes os encargos. Por outras palavras, pô-las a ganhar menos e a pagar mais, para satisfazer a voracidade de uma estreita faixa de indigentes e oportunistas que campeiam na política e na economia, enriquecendo sem nenhum trabalho e sem nenhuma causa.

É preciso sair à rua, é preciso responsabilizar criminalmente quem, em proveito próprio, desde 1974, exerce cargos políticos e, para além do roubo, se diverte à custa do cidadão. Por uma vez, como dizia Carlos Queirós, é preciso varrer toda a porcaria dos corredores do poder. E há muita!

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