17 de setembro de 2010

Saúde social

O governo, histérico, apregoa aos gritos a sua paixão, incurável, pelo estado social. E, para melhor qualidade de vida dos sem abrigo, sonha e anuncia comboios de alta velocidade para Madrid, que lhes permita esmolar em plena Gran Via. Tal e qual como ontem, viajando em primeira classe, foi fazer um tal Gilberto Madail que se agarra ao bote salva vidas da federação de futebol como se isso evitasse o naufrágio do Titanic e a salvação da Pátria.

A ministra da saúde segue naturalmente as apaixonadas directrizes do seu querido leader. Não basta, como se diz por aí, que seja honrada a mulher de César, é preciso também que o pareça. E a senhora ministra parece tudo, sendo coisa nenhuma ou sendo todas as coisas. Anuncia frente às câmaras de televisão, à hora dos telejornais, lutando pelos seus incríveis 2 minutos de fama, que o preço dos medicamentos descerá seis por cento. E cala-se, muito caladinha, sobre os medicamentos grátis que retira aos mais idosos e aos mais pobres e sobre as comparticipações do Estado, que igualmente reduz, obrigando-os a pagar mais. Sem aumentos e com menores pensões e menores ordenados. Socialmente!

De facto não basta a um ministro que seja trapaceiro, é preciso também que seja aldrabão! E que esteja acrisoladamente apaixonado pelo estado social. Como o irascível querido leader!

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