27 de setembro de 2010

OCDE

A OCDE veio apresentar em Lisboa a sua receita para a cura do descalabro, sempre progressivo, da economia portuguesa. Devido, desde sempre e pelo menos, à incapacidade e à incompetência das sucessivas gerações de políticos que se vangloriam de governar o país. Para se evitarem desde já quaisquer referências ao compadrio, ao tráfico de influências, à corrupção e ao roubo puro e simples.

E salienta desde logo que o governo português deve estar preparado para, com esse objectivo, aumentar ainda mais os impostos. Por uma vez, o ministro Teixeirinha congratulou-se com a sintonia da OCDE em relação aos problemas de Portugal, como se ela e o país fossem irmãos gémeos a pensar com uma só cabeça, que até poderia ser a sua.

Pode a OCDE estar descansada sobre a preparação do governo para aumentar os impostos. Perante a falta de credibilidade do primeiro ministro, cada português pode subscrever essa garantia, aufira ele o salário mínimo, tenha o vencimento congelado, seja ex-beneficiário do rendimento mínimo ou seja pensionista na miséria. Nunca o governo português esteve preparado para outra coisa, nem tanto, nem tão bem. Para isso e para aumentar a despesa, leve a OCDE a garantia disso e a palavra de honra do governo em peso. Mesmo que esta possa valer pouco, com ou sem testemunhas!

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