Ministra da educação vai ao parlamento
A ministra da educação foi ontem ao parlamento como quem vai aos últimos dias dos saldos. Com o ar enfatuado que se aprende nos manuais de Paula Bobone e se pratica nas festas do jet-set. Encontrou o que restava de quase dois meses de escolha, no que respeita ao trapo, às ideias e aos próprios deputados. Na bancada do governo, a acompanhá-la, não se sentaram mais de três sacrificados gatos- pingados, sonolentos, distraídos e dispersos. Cujos olhares evitaram o hemiciclo vazio, percorreram as galerias sem aplauso e sem pateada, pousaram em folhas de formato A4 a riscar arabescos sem arte e sem sentido. Na sala quase tudo lugares vazios, com bilhetes que ninguém comprou para tão deprimente espectáculo
A ministra esteve igual ao que se esperava dela, prometendo fazer mea culpa sempre que isso lhe for pedido ou que dê satisfação pessoal seja a quem for, sem nenhum constrangimento. Garantiu que todas as escolas estavam em pleno funcionamento, excepto aquelas que não estavam. E asseverou que tudo o que este ano foi mau, do ministro à Compta e da Compta ao paquete, será excepcional para o ano que vem. Ela tem o segredo, como a vidente Lúcia!
0 Comentários:
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial