Coisas do pitrol

A única surpresa que a final da Taça de Portugal trouxe ao país do futebol foi a nomeação de Fernando Gomes para administrador da Galp. Fernando Gomes é, como se sabe, detentor de um extenso currículo em que é, graças a Deus, ex quase tudo. Além disso tem uma licenciatura em economia e supõe-se que terá feito a famigerada Contabilidade Analítica sob a orientação do malogrado professor Baganha que, para isso, o terá obrigado a saber cálculo integral. Depois sabe de petróleo desde o tempo em que este se vendia ao quartilho e se usava nos candeeiros de iluminação doméstica. Muito antes das pesquisas que Raul Solnado realizou no Beato e das que o próprio promoveu na pedreira da Trindade, no Largo do Infante ou na Praça de Carlos Alberto.
Isso mesmo, colaborante e solícito, veio o próprio esclarecer. Lembrando a sua condição de economista e revelando a sua qualidade de professor catedrático da Universidade Lusíada, coisa que o vulgar e ignorante jogador de sueca do jardim de S. Lázaro liminarmente desconhecia. Além disso soube de petróleo em Estrasburgo, visitou as pesquisas em curso no Terreiro do Paço, sabe da vantagem dos preços em Tui por força da frequência das deslocações a Vigo e à Corunha, para a visita ao tio-avô Iribarne e para a mariscada. De exclusiva confiança política são os cargos de directores gerais que, por isso mesmo, nada sabem do assunto e são o primeiro grande pedregulho nesta completa desengrenagem. Os administradores são profissionais capazes e competentes e quem os nomeia não atende aos clubes de preferência. Como neste caso, em que o Dr. Gomes, derrotado nas últimas autárquicas por um Rui Rio que ainda mantém a boca escancarada de espanto, não é um boy para um job. É apenas um job. Tout court!
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