8 de agosto de 2005

O ministro tripé

O ministro Costa, no triplo exercício de funções por ausência e impedimento do patrão, foi ontem à querida televisão de serviço público, vulgo erretepum. Do muito que falou, pouco disse. Ficou a imagem infeliz do casaco e da gravata, ambos horrorosos, e do saudável ar trigueiro de quem já passou pelo solário a trabalhar para o bronze.

Foi para falar dos fogos, a única coisa sobre a qual as imagens dispensam todas as palavras. Disse que há meios suficientes, quer materiais, quer humanos. Se não houvesse incêndio nenhum até seriam provavelmente excessivos, segundo presume. Os baldes dos helicópteros é que levam pouca água e o Tejo, que é o Tejo, leva pouca mais. Se não fosse isso, nada seria como dantes e os submarinos encalhados no forte de S. Julião subiriam até Abrantes.

Não falou da nossa missão em Nairobi e da diplomacia nas savanas de África, sabendo-se que nas reservas é proibida a caça aos melros e os macacos não podem trazer-se na bagagem. Assim sendo, contentemo-nos com os texugos!

2 Comentários:

Às 10:42 da tarde , Blogger rajodoas disse...

Com texugos, anafados.

 
Às 11:58 da manhã , Blogger Afonso Henriques disse...

Claro que há meios suficientes. Desde que os objectivos permaneçam os mesmos. A saber:
1. Comprar madeira queimada a uma fracção do preço de mercado.
2. Investir em empresas de aluguer de meios aéreos para combate aos fogos.
3. Investir na representação e venda de material de combate e extinção de incêndio, mantendo o amadorismo dos bombeiros voluntários enquanto se enaltece a sua coragem e dedicação.
4. Entregar o pelouro da REN e da RAN nas mãos dos autarcas, passando a decisão do que é ou não Reserva a ser definido pelo maior ou menor apetite dos patos-bravos regionais, conseguindo-se pelo fogo o que não se conseguiu pelo referendo: A regionalização.

 

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