12 de novembro de 2006

Modernização

Do seu cantinho rural, sentado à mesa habitual do Gambrinus, Vasco Pulido Valente assevera hoje que no país todos os responsáveis políticos, desde Afonso Henriques, falam em modernização. Tem razão! Para concluir depois que isso é apenas e só um sinal de impotência. Está errado! Pode não ser VPV um entendido em química, o que se lhe desculpa. Tanto mais que sempre foi muito mais dedicado às letras e à silvicultura, especialmente depois de ter herdado parte de um pinhal a norte do Cabo da Roca.

A impotência não é hoje um problema definitivo e irresolúvel como antigamente era, por exemplo, ser corno. Mesmo que se amputassem aos infiéis os instrumentos do pecado e que, de seguida, se liquidassem sumariamente, o estigma perseguia o atingido até ao juízo final. Não é assim com a impotência e, no caso do país, pode o engenheiro Sócrates não o saber porque, sendo engenheiro, não me consta que seja químico, embora venha praticando como aprendiz de alquimista. Para mais, uma qualquer manifestação do seu partido, incluída na feira anual de Santarém, nem sequer lhe testou essas capacidades ou tão pouco lhe exigiu que fizesse prova de vida.

Mas ele tem alguns assessores no seu gabinete. Poucos, mal remunerados, com pequenas ajudas de custo e carros de serviço daqueles que não exigem carta de condução nem motorista profissional, mas tem. E aí tem apoio para as áreas da ciência e, necessariamente, da química. Como tem sempre disponível o professor Mariano Gago no outro lado da linha telefónica que, cantando, lhe poderá revelar que para isso há o Viagra. Uma solução miraculosa que ergue os enfermos e ressuscita os mortos. O governo, honestamente, só precisa que um dos subordinados do ministro da saúde lho receite e lhe indique a posologia correcta. O que será um problema, vindo de onde vem!

1 Comentários:

Às 5:29 da tarde , Blogger bettips disse...

"Patinhos e eunucos". Para esta impotência tão democrática, não há MSaúde que não claudique. Venham as receitas!
Sem assinatura, venho ler-te. Daqui retiro algumas curiosidades, como hoje o sitiozinho a norte do Cabo da Roca, donde flanamos, picando egos. Abç

 

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