Falta de verbas

Assim, de facto, não há parque nacional que resista. Nem este, nem nenhum! O Verão, os fogos e até os incendiários deviam ser cooperantes. E o orçamento, obviamente, também. Sabendo uma das partes fragilizada, vem o Verão e aquece até temperaraturas que provavelmente nem o inferno regista. Os fogos, matreiros, apercebem-se da fragilidade e propagam-se. Os incendiários, com ou sem carteira profissional, fazem florescer o comércio dos isqueiros, chegam lume ao paivante, lançam a beata para o amontoado de caruma seca.
Como se isso não bastasse, a comissão parlamentar estiola. É para lamentar! Sem verbas que permitam receber atempadamente as senhas de presença, sem ajudas de custo para visitar o parque enquanto este não arde, sem dinheiro para criarmais pontos de água, a encomendar directamente a S. Pedro, misericordioso e bom! Sem cantoneiros que se disponham a reparar, digo requalificar, utilizando pá e pica, velhos e inúteis caminhos a corta-mato. Não pode haver parque ou projecto que resista. E a comissão parlamentar, se resiste, sabe Deus à custa de quantos sacrifícios, de quantos minguados caldos iludindo o estômago, de quantas férias sem o aconchego rural da Quinta do Lago!
1 Comentários:
Na "mouche" meu querido amigo. Como vês, apareço. E já te disse porquê: és claro na tua análise e bem contundente no lavar dos cestos. Aqui o Norte anda distraído, são muitas margens de luta neste rio... Continua assim. Abç
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