6 de julho de 2008

Palhaçada

Este País é um circo povoado pelo desempenho trágico de palhaços pobres, sem talento e armados em ricos. Em que um deles, cujo nome a história não guardará por boas acções, me recordo de ter ouvido dizer que o futebol é um exemplo no que se refere à honestidade dos seus dirigentes e à transparência dos seus processos.

Depois da encenação surrealista do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol os jornais discutem hoje se poderão ser consideradas juridicamente válidas as decisões tomadas. Quer dizer, é perfeitamente irrelevante discutir o mau cheiro dos dejectos que cabeças ilustradas e brilhantes produziram, ainda que à custa de muitos gases e do valor das inevitáveis senhas de presença.

Mais importante do que isso é que os dejectos sejam legítimos, como se a legitimidade lhes perfumasse o cheiro e enriquecesse o currículo de quem os produziu. De facto os senhores conselheiros não fazem merda. Como gente ilustrada que não deve confundir-se com gentalha vulgar, os senhores conselheiros defecam. Gente fina, de facto, é outra coisa...

1 Comentários:

Às 9:58 da tarde , Blogger Jorge C. Reis disse...

Gostei. Não era de esperar outra coisa de ti. Realmente isto é surrealista como dizes e muito bem.
O que me admira é o tempo de antena que estes tipos têm.
Um abraço
Jorge

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