23 de junho de 2014

O estado a que isto chegou

O Estado! O Estado não é coisa a que alguma vez se pudesse confiar nem sequer a virgindade das adolescentes de quinze anos, quando estas ainda a traziam de origem. Mas, para além disso, o Estado parece o que é – pessoa de má fé, perverso e ladrão! – não precisa de ajuda do Sr. Passos Coelho, como não precisa de ajuda do licenciado Sócrates ou do sempre sem dúvidas, doutorado em York, em menos tempo do que o diabo precisaria para esfregar um olho. Ser o que é, é para o Estado uma singela questão de adn. Chamando a tudo democracia – seja lá isso aquilo que ele entender! – oprime-nos cada vez mais sob a pesada pata do elefante, de uma ditadura feroz e medieval.


O Estado não é rigoroso, é prepotente. Não é compreensivo, é salazarento e abusador da autoridade. Não tem pide, mas tem sis como o doutor Caetano teve dgs. O Estado não pensa, mas julga-os a todos como burros. Eufemisticamente diz que nos pede sacrifícios, quando nos faz imposições com o mesmo espírito democrático do Dr. Salazar que, sozinho, era mais inteligente do que o actual gabinete em peso. E Hitler, convém que se refira, não foi julgado e enforcado em Nuremberga como criminoso de guerra. Mas nunca vi referido que fosse acusado de atrasado mental, condição que me não recordo de lhe ver atribuída. Porque o não era!

O Estado, como muitas pessoas, não presta. Existe para oprimir, espoliar, sacar e fazer negociatas em proveito dos seus membros, sejam eles quais forem, a título de um inexistente e defunto conceito de patriotismo.


O Estado nunca prestou, o Estado não presta. Salvo para os homens exemplares que o comandam, como o Dr. Ricardo Salgado, que se esquece de declarar uns milhões de euros de rendimentos e o Estado, venerando e obrigando, lhe ressalva a falha e lhe pede subservientemente desculpa. Ou que se não lembra, coisa pouca e normal, onde fez guardar uns milhares de milhões de euros – antigamente conhecidos por biliões! – que o Estado considera natural e ainda mais desculpável. Ousasse ele, Dr. Ricardo Salgado, com todos os títulos e todas as mansões na Boca do Inferno, ir ao Pingo Doce do Intendente e meter ao bolso duas latas de atum tipo sangacho, para enganar a negra da fome. Estava bem fodido!

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