9 de setembro de 2014

Sete anos, minha Mãe

Sete anos, minha Mãe. Sete anos de noite e de sofrimento. A noite escura em que me mergulhou uma manhã de domingo, sem estrelas, sem luar e sem rumo. Só ausência e desnorte, nem o voo nervoso de uma andorinha, nem uma luzinha breve despontando algures, a oriente. Só desânimo, um cansaço pesado nas pernas, uma dor aguda no peito, esperança quase nenhuma.


De verdade, nunca o pouco que temos é um excesso que nos fica. E, apesar desta dor que me corrói, tantos caminhos percorri com a tua mão sensata indicando-me o sentido, com o teu bom  senso cintilando como estrela da manhã, do lado de que nasce o sol, evitando tempestades, sustendo ventos, acalmando vagas alterosas. Por isso é ainda mais longa a ausência que me fica e mais persistente a dor que me deixa!

0 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial