3 de dezembro de 2004

Da Madeira

A solução patriótica para o país ameaça chegar-nos da Madeira de onde, até hoje, apenas nos chegaram imagens do seu governador malhando o bombo pelo carnaval, emborcando a poncha no regresso da praia em Porto Santo ou aterrando na Portela, vestido de fraque, para ir fazer a cobrança à rua de Gomes Teixeira.

É o retorno do arrojado investimento de que Gonçalves Zarco foi protagonista. Depois de tantos anos um seu afastado parente ameaça deixar o Funchal e rumar a Lisboa, a pôr o país na ordem. Doravante, para além das bananas, o continente importará governantes determinados. Que não tenham cedido à tentação desbragada da boémia coimbrã, que sintam a inspiração divina que o padre Frederico ensinou, que tenham ao menos sido chefes de quina da Mocidade Portuguesa.

O país estará salvo e a autonomia alargada. O ministro da república será devolvido à procedência acondicionado em caixas de cartão, sem direito a seguro. Os subsídios do Terreiro do Paço serão aumentados e a fundo perdido. A zona franca progredirá. Não há, como se sabe, almoços grátis!

2 Comentários:

Às 10:27 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

Mas esse lerda, pensa que isto é alguma sanzala????

blogquisto

 
Às 6:25 da tarde , Blogger rajodoas disse...

Este faz parte de um conjunto de imbecis que pululam
na política há demasiado tempo e para os quais havia uma
forma de os calar. No caso dele era limitarem os mandatos dos presidentes dos governos regionais a três
anos bem como aos presidentes de câmara e o problema ficaria resolvido. Quando acabasse este mandato ficava impedido face ao exercício dos mandatos anteriores
de voltar a concorrer ao cargo e nós jamais teriamos
que nos sujeitar a ter de ouvi-lo.

 

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