16 de janeiro de 2005

Indefinição

Não sou, não fui ou serei comissário político.
[Luís Delgado, in Correio da Manhã]


É esta indefinição, esta eterna dúvida, o lamentável facto de ser sempre o último a saber, que hoje me preocupam. Como se já nos não bastassem os milagres da pre-campanha, o advento da prosperidade para todos, a longevidade dos velhos até aos cem anos e até ao salário mínimo nacional. A deslocalização - não sei o que significa o termo, mas está tanto na moda como esteve o burro que o país admirou mais do que a Júlia Pinheiro - das empresas texteis portuguesas para a China. Que, esperamos, leve à frente o saber de experiência feito dos respectivos empresários. A bem da competitividade, da independência nacional e da abençoada filosofia um país, dois sistemas, um Stanley Ho. Graças a Deus que o Dr. Sampaio, com aqueles seus olhinhos que a terra há-de comer, pôde confirmar no local que Macau progride, cumpre os acordos, produz camisas de manga curta e esfola cobras para o churrasco. Mas a convicção do Luisinho do Jumento vai restaurar a depressão de ser português, a espera vã de ser do Benfica, o drama de amor de Pedro e Inês. O país não aguenta, eu também não.

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