18 de março de 2005

Triunvirato

Que esquisito factor comum poderia juntar neste esconso canto a nobre personalidade liberal de Manuel Fernandes Tomás, o autêntico êxtase cor de rosa de uma magnífica magnólia em flor e a figura cinzenta, embora a cores, do actual presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio?

Quanto a Manuel Fernandes Tomás, porque o seu nome foi dado a uma das mais conhecidas ruas da cidade do Porto, entre o Campo 24 de Agosto e a Praça da Trindade. Quanto à magnólia em flor porque está situada mesmo no fim da rua, junto à Celestial Ordem Terceira da Santíssima Trindade. Finalmente, quanto ao Dr. Rui Rio porque, um inesperado e breve assomo de humildade, o faria ir a uma das varandas das traseiras dos paços do conselho e contemplar o espectáculo. Para mal de tudo e de todos, o Dr. Rio é muito mais dado à teimosia, à convicção de que só ele tem razão depois da batalha de S. Mamede - incluindo o engenheiro Nuno Cardoso e a exilada de Copacabana, Fátima Felgueiras! -., e às corridas de calhambeques. E também à resolução complexa de charadas como a de saber quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Que o mesmo é estabelecer quem tem competência sobre quê: o presidente do IPPAR, o primeiro vereador da autarquia portuense, o túnel de Ceuta ou a memória do Sr. Soares dos Reis.

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