18 de março de 2013

A derrocada


Embora retardado pelo esforço dos seus principais responsáveis, o euro caminha com passos seguros e irreversíveis para a confirmação de que a sua criação não passou de um artifício que possibilitou a subida generalizada dos preços e a realização de lucros obscenos por parte dos que já eram obscenamente ricos.

A derrocada da União Europeia virá de seguida porque de facto esta não existe e nunca existiu, por mais que o eterno Dr. Soares continue a assegurar o contrário. Ninguém acredita que uma manta composta por 27 retalhos, desde a serapilheira ao veludo, possa dar uma colcha de renda feita à mão, que cubra todos de igual forma.


Aquilo a que chamam Europa, e que não é mais do que um continente velho e decrépito, não é apenas dirigida por burocratas e amanuenses que, bem remunerados mas a título precário, a senhora Merkel mantém nos seus escritórios de Bruxelas. Nem tão pouco é dirigida por incompetentes ou desonestos. Pior do que isso é dirigida por criminosos a que só falta o tratamento que a Islândia, que não pertence à União Europeia e que não quererá pertencer, reservou aos seus banqueiros e aos seus governantes: o julgamento e a condenação em juízo.

O inacreditável vem de Chipre, com a desculpa de que é um pequeno país, remetido apenas a metade de uma pequena ilha, por insanáveis problemas políticos. Quando, genericamente, se propaga que todos os estados membros são credores dos mesmos direitos, o que mais que utopia é simples embuste. Chipre, falido com está a maioria dos países membros da União Europeia, não decidiu nada sozinho, sem o beneplácito da patroa de Berlim. E acaba de decretar, pura e simplesmente, o roubo direto e imediato de uma percentagem dos depósitos à guarda dos seus bancos. E que, como em Portugal e noutros países, a ganância dos seus banqueiros levou à falência. Evitada, como se sabe, à custa de dinheiro emprestado a taxas especulativas e comprometendo, definitivamente, o futuro dos nossos filhos e das gerações seguintes.


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