9 de setembro de 2015

Oito anos

Duas palavras hoje, dia 9 de Setembro. Que não são para te recordar porque não se recorda, mesmo que por muito breves momentos, quem nunca saiu da nossa vida e nela vai permanecer, até que acabe. E tu, em cada dia e em cada instante, cada vez mais permaneces na minha, passados que são estes oito anos, longos e tristes.


Ao meu redor não há nem água nem terra, nem pássaros nem árvores, nem ar nem nuvens. Nem horizonte nem deserto. Mesmo a este foram faltando a simples hipótese de um oásis e a areia agreste cobrindo a monotonia da paisagem. Sobrei apenas eu, sozinho, flutuando no vazio, sem rumo, sem destino e sem esperança. Cada vez mais isolado e solitário, à espera.

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