Empresas Municipais, Unipessoal, Lda

Mas sendo compulsivamente utilizador dos serviços públicos que se acomodam em logradouros infectos, em vãos de escada húmidos onde os ratos procriam, em caves escuras e bafientas onde ninguém mija, nunca vi que nada disso pudesse mudar-se por simples postura municipal ou despacho da vereação. A Pide, como sabe quem ainda conserva alguma memória de tempos idos, não alterou propósitos quando passou a chamar-se DGS e manteve a mesma negativa eficácia na prática da tortura. Mais recentemente, no Porto, os SMAS não ganharam maior eficiência com a passagem a empresa municipal e, impunemente e à nossa custa, continuam a desperdiçar uma percentagem assinalável da água que injectam nas condutas, em fugas e mais fugas, rupturas e mais rupturas. A não ser na acumulação de cargos, de vencimentos, de ajudas de custo e de cartões de crédito. Tudo legitimamente e, mais do que isso, tudo insuficiente e ridículo quando comparado com o raio da terra. Especialmente se expresso em milímetros.
Do mesmo modo se não vê que um incompetente vereador, eleito pela vontade masoquista e estúpida de pessoas como eu, possa passar a ser um competente e exemplar administrador, defensor da causa pública e dos dinheiros que lhe não pertencem. Isso viu-se agora num qualquer relatório que o Tribunal de contas emitiu, depois de ter chegado às conclusões que todos podíamos facilmente adivinhar, depois de sempre as termos sabido. Espanta apenas, por surrealista e mentalmente atrasada, a posição assumida por um tal Dr Ruas, de Viseu. Que, acreditando-se em Deus, não se sabe por onde andaria quando Este passou por terras de Viriato a distribuir alguma inteligência aos bípedes da região. Ou será que terá deixado de fora alguns preclaros autarcas, por imerecedores?
5 Comentários:
Espera... vinha aqui dizer-te que , embora goste muito de "A Brasileira", tenho muitas saudades do Majestic...e do ar que lá se respira..
E fiquei com ciúmes do convite, pois na D.João I também tive alguns "amigos arrumadores", noutro tempos...A.R.
Agora outra prosa, não acredito!
Vou ler de rajada... como sempre.
Já volto. Um beijo grande
Quem diz que não sabem administrar?
Sabem e muito bem, e não era preciso vir nenhum Tribunal de Contas contar histórias.
Tem sido um fartar, vilanagem...
Empresas municipais, garantem a qualidade de vida de uma corja de oportunistas com nome e apelido que me excuso a referir... mas que toda a gente, ou quase toda, conhece.
Quanto aos serviços, reza-lhes pela alma, seria preciso outro terramoto para que as coisas mudassem, e, mesmo assim, não tenho a certeza, já que a "coisa" atingiu tal dimensão...
200 vezes o ordenado do primeiro ministro, é isso, não li mal, está confirmado.
Competência, era verde, passou um burro e comeu-a!
Para que é necessária, se não é para os engenheiros e afins?
Contigo fico ainda mais recalcitrante...
Um grande beijo e obrigada por mais esta pedra no charco (aliás, pântano).
Ora agora dizes tu, ora agora digo eu! Estou a ficar com complexo de grupo/grupelho: exorto a quem passar que deixe o seu traço/risco na paisagem para não nos sentirmos tão "isolados"!
Esclarecimento: a maior parte de "munícipes com arte" (e mesmo alguns administrators/alligators) é tratada no cabeleireiro (antigamente: ver "barbeiro"), com algumas pinceladas de ruivo, ou preto (quero dizer "negro")...ficam giríssimos e parecem patos bravso em vez de patas chocas e velhas! Tias é na marquesa, qualquer que ela seja imaginada... E faz-me lembrar um qualquer programa que é "7X7"??? e neste caso aritmético é: 70 contos X 70 vezes. Adeus, compadre, até outro dia.
PS.(já há ciúmes virtuais à venda...e nós tão inocentes) Bjinhos
Isso é da Primavera?
Vou passar aqui com mais frequência, porque pelos vistos estás inspirado. Continua, que nós te agradecemos, como vês pelos comentários junto.
Cumprimentos
Calculo que estas empresas municipais ( ou municipalizadas?)tenham sido criadas, não para colmatar necessidades dos munícipes mas para corresponder a interesses administrativos e/ou individuais.
As pessoas que formaram essas empresas eram, normalmente, anteriores trabalhadores camarários nesse ramo. Saíram da dependência directa da autarquia, diminuiram o número de funcionários públicos - efectivos e/ou contratados - e continuam a trabalhar para ela, não em regime de exclusividade, e ainda vão ganhando - e dando! - uns trocos por fora, ao que parece...
Como vês há uma conjugação de interesses... (Pena é que não seja sempre assim!)
Para quê tanta indignação?
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