13 de agosto de 2013

Notícias frescas da crise

Fresquinhas, divulgadas hoje. A primeira! Os lucros das seguradoras triplicaram no primeiro semestre do ano, apesar do recuo verificado no ramo automóvel. O crescimento, segundo informam, está diretamente relacionado com os seguros feitos para substituição das pensões de reforma que têm sido fortemente atingidas pela troika e pelo governo que tem às suas ordens. Portanto, as seguradoras não se podem queixar da crise. Pelo contrário...


A segunda! Os bancos, a taxas de juro especulativas, estão a emprestar dinheiro para pagamento de arrendamentos. O que significa, linearmente, que estão a emprestar dinheiro que sabem não lhes poder ser pago. Esta situação foi o fulcro da chamada crise, com a banca a emprestar dinheiro a pessoas que sabia que não poderiam pagar-lhe. Andamos nós a pagar isso tudo, e mais. Agora a banca, com o nosso dinheiro, quer vencer a crise utilizando os mesmos meios que a criaram. Só Freud poderá explicá-lo, nem Cavaco lá chega...

O Estado! Bastam estes dois pontos para evidenciar a inexistência do Estado como entidade destinada a gerir os negócios públicos no interesse de todos os cidadãos. E os cidadãos são o senhor Ricardo Salgado, mais a sua cadeira no Banco Espírito Santo, mais a sua mansão na Boca do Inferno, mais as brincadeiras aos pobrezinhos na Comporta e o Jaquim Bexigas, um sem abrigo que se embrulha no relento da noite e se agasalha num portal esconso do Teatro Nacional de São João.


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