25 de novembro de 2016

Ao por do sol as gaivotas voam para norte

Ao por do sol as gaivotas erguem-se num voo alto e quase solitário, rumam para norte e atravessam o horizonte a caminho do refúgio. É a hora mágica a que as chamas do incêndio explodem no crepúsculo fresco dos teus lábios. Quando a noite vai caindo devagar, por entre as cores douradas do outono e me traz o sonho azul por que espero na brevidade do teu colo. Para acolher todas as estrelas que enchem o firmamento e aí cintilam ao ritmo a que me bate o coração, protegendo-me o sono e a chegada da manhã seguinte. Se eu soubesse, escrevia o teu nome no segredo tranquilo dos teus olhos. E enchia todas as paredes da semana com a pele macia do teu rosto, como se fossem pinturas urbanas penduradas nos alçados dos arranha-céus. Mas, apesar disso, faltam-me a habilidade e as cores para desenhar um coração pequenino no mais secreto cantinho dos teus seios. Onde eu possa morar contigo!


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