21 de fevereiro de 2017

Uma pedra como se fosse vida

Uma pedra como se fosse vida. Rolando pela encosta do caminho, repousando à beira das águas do lago, espelho da hora vespertina. O amarelo das mimosas debruçando-se sobre o reflexo da tarde, pelos meados de Fevereiro. Os botões das magnólias crescendo na nudez dos ramos, esperando pelo parto vindo de oriente. Imagem jovem de mulher enchendo as margens. Viçosa como ervas verdes, apetitosa como as cerejas amadurecendo pelos fins de Maio. O sorriso aberto na carinhosa mão que as colhe e as deposita no vime de que se fez o cesto.



A cereja, a que nem a forma falta para ser amor, a cor convicta na delicadeza com que se fez vermelha entre a folhagem. Perfume de mulher ao cimo da escada.

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