21 de julho de 2017

Quem tem amigos não morre na cadeia. Nem no hospital.

Ontem, segundo circulou por aí, foi o dia do amigo. Para começar o meu dia, cerca das 08:20, recebi a chamada de uma pessoa amiga. Daquelas amizades permanentes, sinceras, compreensivas e incondicionais. No decurso de quase uma hora deixou-me mimos e carinhos bastantes para me encherem o dia e irem além dele. Depois, com toda a ternura e a voz alterada, despediu-se e deixou-me a saudação final: “vou desligar, cheia de raiva”.

À noite, um pingo de água e duas colheres de sopa, para tomar um medicamento, trouxeram-me uma má disposição imediata e a necessidade imperiosa de vomitar. Desfaleci e recuperei a consciência, estendido no chão da cozinha, traumatizado, sem forças para me levantar.


Foi uma segunda pessoa amiga que insistiu comigo para que chamasse por socorro e que, perante a minha resistência, o pôs em minha casa. Repetiram-se os episódios do vómito e da perda de consciência. Entrei na urgência do Hospital de São João, pelas 00:44. Feito num oito, como também se costuma dizer, regressei a casa pouco antes das sete da manhã.


Os amigos são para as ocasiões, é um rasteiro lugar-comum, o único que está à minha altura. Obrigado ao celebrado dia dos amigos. Obrigado aos amigos também. Pela raiva e pelo telefonema para o Inem! E ao táxi que me trouxe para casa, apesar do custo da corrida!

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