20 de outubro de 2010

A saúde

A senhora aqui ao lado é a ministra da saúde de um ministério mais que defunto e mal cheiroso. Mas podia, mesmo que apenas uma vez por outra, manifestar alguma sensatez. Mesmo que isso, politicamente, prejudicasse o seu perfil para o cargo e para as boas graças do grupo Melo. Devolvendo-a às ruínas de um consultório num qualquer centro de saúde, a prescrever medicamentos genéricos para a caspa e para o enriquecimento do dono da Associação das Farmácias.

Mas não, ela tem artes que faltam ao senhor Luís de Matos, sem que este tenha, por enquanto, sido nomeado ministro. Ele pode conseguir fazer jorrar moedas de euro de narizes ranhosos, adivinhar uma carta que nem sequer constava do baralho, meter até o Cristo Rei no bolso das cuecas. Mas não consegue, como ela, uma redução de seis por cento no preço dos medicamentos e, ao mesmo tempo, fazer com que todos paguemos mais por eles. Que o mesmo é dizer que quanto mais barato é, mais caro nos fica. É preciso encaminhá-la para a farsa das novas oportunidades, a ver se com a ajuda de um computador Magalhães adquire uns rudimentos de aritmética. Porque a sua conduta é de vendedora da banha da cobra, e os seus conhecimentos da matéria também.

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