29 de maio de 2013

Nojo da política

Poucas linhas, numa vinda apressada, sem vontade de perder nenhum tempo com o assunto. A política não é coisa que se recomende, nem em que se acredite, nem que se respeite. A política é feita por uma corja de indigentes que não trabalhou e não trabalha, que não estudou, que não conhece o bairro onde mora e que de todo ignora onde se situam as fronteiras deste protetorado da troika. E que se serviram e servem da política para os seus negócios pessoais, ilegais e ilegítimos, e para o enriquecimento ilícito cuja criminalização recusam. Defendendo que para enriquecer vale tudo, desde aquilo a que chamam ultraliberalismo, à condenação à morte de vítimas à míngua de alimentos, do roubo e do homicídio e tentativas. Às vezes falhadas, para seu desgosto e adiado proveito...

A classe política faz tudo: define as regras, nomeia os árbitros, atribui-se os subsídios e joga o jogo. A política é um Relvas licenciado por equivalência, a reformar o país, até contra as normas definidas pelos seus pares, e a conhecer uma escola quando vai dar aulas numa do ensino superior. Privado, evidentemente. A política é um vulgar Silva, doutorado algures em Inglaterra, a trepar a coqueiros na linha do equador, e a chegar a presidente da república para perguntar a terceiros se deve congratular-se ou ofender-se pelo facto de alguém o apelidar de palhaço. Sem se preocupar se o facto seria grato aos honestos profissionais da pantomina ou se, legitimamente, a comparação lhes insultaria a família.


A política diz que os partidos são instituições indispensáveis ao funcionamento da democracia. Mesmo que vivam à custa da austeridade a que nos vergam, ocupem edifícios em ruínas e sejam conhecidos pelos calotes que deixam atrás de cada nova tarefa. Sem no mínimo sugerirem, ou  deixarem entender, que democracia deveria ser o governo do povo para o povo. Mas sendo, teoricamente e por definição, exemplos basilares da prática democrática. Era, não era? Por serem o fulcro da democracia é que os partidos políticos de “maior dimensão”, aqueles que à vez se vão refastelando no conforto do poder governativo, são exemplos do funcionamento democrático, a coberto da ditadura que exercem à custa de uns poucos milhares de militantes que, muitas vezes, pagam as quotas em atraso para acederem ao poleiro. E impõem aquilo a que chamam a disciplina de voto, na verdade uma intransigente ditadura do voto. Que assume, mais do que os contornos, a acabada forma da malvadez.

Tanto assim é que o PPD/PSD, que não é nem PPD, nem PSD, nem sequer PPD/PSD acaba de ameaçar com processos disciplinares os seus militantes que, pessoal e democraticamente, decidiram já apoiar candidatos independentes às próximas eleições autárquicas, como acontece no Porto. E o que é um candidato independente? O mesmo que eu sou em relação ao Sporting, de que nunca fui sócio mas de que sou adepto desde os tempos áureos do Zé da Europa. Como o Dr. Rui Moreira que é assumidamente sócio do Futebol Clube do Porto e que tem uma forte inclinação para o azul, seja do clube, seja do CDS/PP. Mas parece que nunca preencheu a proposta para membro da quadrilha do Dr. Portas. Nem mesmo depois deste já lhe ter declarado publicamente o seu apoio...



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