11 de julho de 2013

O molho de bróculos

Longe vão os tempos do nunca tenho dúvidas, raramente me engano, penso logo existo ou mesmo do pi igual a 3,1416! Definitivamente é preciso que as leis laborais dispensem de vez o inquilino de Belém do cumprimento das quarenta horas semanais que querem impor aos professores, aos enfermeiros, aos pedreiros e aos deputados. Não se pode exigir tanto a partir de certa idade nem ao preço de saldo que lhe pagam de pensão.

Ontem esperava-se uma comunicação ao país, compreendendo-se que não fosse feita na língua da senhora Merkel, porque quanto mais se reforma o ensino menos por estas bandas se sabe português, com ou sem acordo ortográfico. E afinal Belém acaba a exibir-nos uma banca de frutas e hortaliças com um viçoso molho de bróculos em primeiro plano, com prazo de validade até meados do ano que vem.



Numa coisa o concessionário da banca se aproxima dos meus conceitos e, nisso, exalto-lhe os progressos. Democracia é, para mim, a imposição da minha vontade, como acontece em minha casa, tal como passou a ser a do distinto professor aposentado, socorrendo-se do biscate para melhorar a dieta diária. Com todo o respeito pelos outros, desde que não me incomodem. E assim foi ontem, com a inspiração divina, a fatalidade do destino e o avisado conselho do reposteiro. Alguns partidos, que não brincam ao arco do poder, com “representação parlamentar”, foram pessoalmente atendidos, nem se sabe o que disseram, foram chutados para canto, pela esquerda baixa, sem referência e sem palavras.


Aos outros foi imposto um prazo para em conjunto acordarem no modelo da ditadura a que se apelidou de salvação nacional e que, entre o mais, definam como querem as eleições antecipadas no início da época de banhos do próximo ano. Até lá continuará irrevogável a demissão do caixeiro viajante Portas e persistirá o amor acrisolado do patriota Coelho ao que resta da quinta a oriente do cabo da Roca. Com licença de Miguel Esteves Cardoso, o amor é fodido!

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