7 de maio de 2017

Mãe!

Mãe. Apenas três letras do alfabeto. Uma curta palavra que não cabe nas vinte e quatro horas do primeiro domingo de maio. Viagem de circum-navegação completa, todos os sentidos despertos, todos os rumos utilizados, todas as fases da lua, todas as estações do ano, todos os continentes, todos os oceanos, todos os momentos. Especialmente todos os momentos. Instantes, relâmpagos, raios de sol, momentos curtos, momentos longos, momentos infinitos. Tantos anos a balbuciar-te o nome, sem conseguir pronunciá-lo, a voz a faltar-me, o nó enorme na garganta. Quanto mais tempo ausente, maior a presença, sempre constante, o sorriso humilde e permanente, o olhar macio, o mundo todo no teu regaço. Nenhuma mãe cabe em dia nenhum, nenhum tempo é para te esquecer ou para te recordar. Todos os dias são teus, e todos os meses, e todos os anos. E sempre, e hoje também!
[Em 26 de Novembro de 2005 tinhas 94 anos, completados no mês anterior. E estavas feliz, e eu também!] 

1 Comentários:

Às 3:04 da tarde , Anonymous alfacinha disse...

homenagem linda
abraço

 

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